O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), tem sido alvo de críticas em Ilhéus pela ausência constante no município e pelo atraso em obras estaduais que permanecem paradas. O contraste é evidente quando comparado à cidade vizinha, Itabuna, governada por um prefeito da base aliada, que já recebeu diversas visitas do governador este ano, sempre acompanhadas de anúncios de obras e novos investimentos.
A diferença de tratamento levantou suspeitas de que o governador estaria utilizando a estrutura do Estado para beneficiar aliados políticos e, em contrapartida, deixar de lado cidades onde os prefeitos pertencem a partidos de oposição.
Em Itabuna, Jerônimo já participou de inaugurações, lançou novos projetos e reforçou parcerias institucionais. Já em Ilhéus, a população reclama da falta de atenção do governo estadual e do abandono de importantes obras, que seguem sem conclusão.
Lideranças políticas locais afirmam que o critério adotado pelo governador não parece ser a necessidade da população, mas a conveniência política. “O Estado deve governar para todos, não apenas para os aliados do partido. O que vemos hoje é uma clara desigualdade na forma como os recursos e a presença institucional são distribuídos”, disse um representante de oposição.
Especialistas lembram que o uso da máquina pública para favorecer aliados não é novidade na política brasileira, mas reforçam que tal prática fere o princípio republicano de igualdade no tratamento aos municípios.
Enquanto isso, os moradores de Ilhéus seguem cobrando mais atenção do governador e aguardando respostas para saber se a ausência é apenas coincidência ou se trata, de fato, de uma estratégia deliberada de exclusão política.
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