O setor cacaueiro da Bahia está se mobilizando contra suspeitas de formação de cartel, problemas no uso do drawback e insegurança causada por normas que regulam a importação de produtos agrícolas.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) informou que vai tomar medidas para reduzir prejuízos aos produtores. A entidade critica a importação exagerada de cacau, mesmo com a produção nacional sendo suficiente para atender a indústria brasileira.
Um dos principais problemas apontados é o drawback, que é um benefício do governo que permite às empresas importar produtos sem pagar impostos, desde que esses produtos sejam usados na fabricação de mercadorias para exportação. Segundo a Faeb, esse benefício estaria sendo usado de forma incorreta no setor do cacau, prejudicando os produtores brasileiros.
Com apoio de sindicatos da região cacaueira, a federação vai levar o assunto a deputados federais, senadores e à Frente Parlamentar da Agropecuária. Também pediu à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estudos para investigar possível cartel na compra do cacau baiano e para avaliar o uso do drawback, incluindo prazos, volumes e fiscalização.
Com base nesses estudos, a Faeb pretende pedir ao governo federal a revisão do drawback do cacau. A nota ainda destaca a importância do cacau para a agropecuária da Bahia e informa que o Ministério da Agricultura enviará técnicos à Costa do Marfim, entre 1º e 14 de fevereiro de 2026, para realizar uma nova Análise de Risco de Pragas relacionada à importação do produto.
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