Relatos de candidatos e informações atribuídas a documentos internos trouxeram à tona dúvidas sobre a correção das redações do Enem 2025. Embora as cinco competências tenham sido mantidas oficialmente, orientações adotadas neste ano teriam tornado a avaliação mais subjetiva, refletindo em quedas expressivas nas notas de muitos participantes.
Estudantes que tradicionalmente alcançavam pontuações acima de 900 afirmam ter recebido notas próximas de 700, sem mudanças significativas na forma de escrever. Entre os pontos mais questionados está a competência 4, relacionada aos elementos de coesão, que deixou de seguir critérios mais objetivos e passou a depender de classificações interpretativas feitas pela banca.
Outro aspecto apontado foi o maior rigor na competência 5, especialmente nos casos em que a proposta de intervenção não apresentava de forma clara o elemento “ação”, o que teria resultado em penalidades mais severas do que em edições anteriores. Também houve críticas ao novo peso atribuído ao repertório sociocultural, que, segundo corretores, passou a impactar mais de uma competência.
O Inep nega qualquer mudança nos critérios e sustenta que o sistema de correção garante equilíbrio e isonomia, com mais de um avaliador por redação.
O debate ganhou ainda mais relevância com a decisão de permitir que o Sisu utilize notas das três últimas edições do Enem. Para candidatos que participaram apenas em 2025, a comparação com resultados de anos anteriores é vista como desigual.
Além disso, corretores relataram dificuldades no processo de trabalho, como baixa remuneração e excesso de textos avaliados por dia, fatores que também entram no centro da discussão.
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