A captura foi resultado de uma operação conjunta envolvendo forças de segurança brasileiras e órgãos internacionais de cooperação policial.
O suspeito é Cosme Câmara de Oliveira Filho, conhecido como “Pilão”, que integra o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ocupando a carta “7 de Espadas”. A ferramenta reúne dados sobre criminosos foragidos considerados prioritários para as forças de segurança, com o objetivo de facilitar a identificação e estimular denúncias anônimas da população.
Conforme informações da SSP-BA, havia dois mandados de prisão em vigor contra Cosme. Um deles era de recaptura por homicídio qualificado. O outro referia-se a uma condenação definitiva, já com trânsito em julgado, que impôs pena de 21 anos de prisão em regime fechado, também por homicídio duplamente qualificado ocorrido durante um evento público.
As investigações indicam que o investigado tinha no tráfico de drogas sua principal atividade criminosa, mas também estaria envolvido em uma série de outros delitos, como crimes violentos contra o patrimônio, assassinatos de rivais e até de integrantes do próprio grupo, além de extorsões e transporte clandestino. Há indícios de que parte das ordens era transmitida inclusive a partir do sistema prisional.
A Polícia Civil aponta ainda que Cosme exercia forte influência criminosa em Ilhéus, mantendo ligações com grupos de outros estados e demonstrando interesse em ampliar sua área de atuação para territórios controlados por facções concorrentes. Mesmo fora do país, ele continuava exercendo função de liderança, com poder de decisão e comando.
Para o delegado André Aragão, coordenador da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin/Ilhéus), a prisão representa um golpe significativo contra o crime organizado na região. Segundo ele, a atuação integrada e o trabalho de inteligência foram decisivos para localizar o foragido e efetuar a prisão em território estrangeiro.
A operação contou com a participação da Polícia Civil da Bahia, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da 33ª Delegacia de Polícia e da Subsecretaria de Inteligência, além da Polícia Federal, incluindo setores de inteligência e o Centro de Cooperação Policial Internacional no Rio de Janeiro.
As autoridades informaram que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema criminoso e avançar na desarticulação financeira e operacional da organização.
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