Suzane von Richthofen voltou ao centro de uma nova polêmica após ser citada em um boletim de ocorrência registrado pela empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani. Ela afirma que Suzane teria retirado, sem autorização judicial, diversos objetos da casa do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro, na Zona Sul de São Paulo.
Segundo o registro policial, teriam sido levados um carro, uma máquina de lavar, um sofá e uma cadeira. A polícia passou a investigar a possibilidade de invasão e retirada irregular dos bens do imóvel localizado no bairro Campo Belo. O documento não acusa Suzane diretamente de furto, mas aponta que ela teria admitido, em ação judicial, estar com parte dos bens pertencentes ao patrimônio deixado pelo tio, mesmo sem autorização da Justiça.
A situação gerou ainda mais tensão por causa da disputa entre Suzane e Carmem. A empresária afirma ter vivido em união estável com o médico por mais de dez anos e tenta comprovar o relacionamento para ter direito à herança. Ela também relatou que fechaduras da residência teriam sido trocadas após a morte do médico, que tinha 76 anos e não deixou testamento.
A morte de Miguel Abdalla segue sob investigação. Embora exista a suspeita de causas naturais, como infarto, exames periciais ainda são aguardados para confirmar o que realmente aconteceu.
Sem filhos e sem casamento oficial, o médico deixou imóveis e outros bens que agora são alvo de disputa judicial. Pela legislação, sobrinhos podem reivindicar direito à herança, o que inclui Suzane e o irmão dela, Andreas von Richthofen, que não comentou o caso.
Apesar das acusações e do conflito familiar, o caso ganhou uma reviravolta. A Justiça de São Paulo decidiu nomear Suzane como inventariante do espólio do tio.
Com isso, ela passa a ser a responsável legal pela administração e representação de todos os bens, direitos e possíveis dívidas deixados pelo médico até a divisão oficial da herança.
A defesa de Carmem disse ter recebido a decisão com preocupação e promete continuar disputando na Justiça o reconhecimento como herdeira. O caso segue cercado de investigação policial e batalhas judiciais que ainda devem render novos capítulos.
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