A condução política da Prefeitura de Ilhéus tem gerado críticas crescentes nos bastidores e no meio político local. Lideranças partidárias, aliados e vereadores apontam que o prefeito tem adotado uma postura centralizadora, comparada por interlocutores a um comportamento adolescente de quem “acha que é dono da bola e do jogo”. Na prática, a gestão tem ignorado o diálogo político, a articulação institucional e até mesmo a relação básica com a Câmara de Vereadores.
Segundo relatos, o prefeito age como se a prefeitura fosse uma extensão de sua própria empresa, desconsiderando que a administração pública depende, por natureza, de relações políticas, escuta ativa e construção coletiva. O isolamento não é novidade no histórico familiar: erro semelhante já teria sido cometido por seu pai no passado, com consequências políticas relevantes, agora vistas como um alerta não aprendido.
A postura do chefe do Executivo, afirmam aliados, tem sido replicada por seus secretários. A queixa é generalizada: prepotência no trato, ausência de retorno a ligações e mensagens, falta de atenção a vereadores, lideranças políticas e bases partidárias. Demandas da base aliada ficam sem resposta, compromissos não são acompanhados e pedidos legítimos permanecem engavetados.
Enquanto isso, criticam fontes ouvidas, as entregas da gestão estariam excessivamente direcionadas à exposição pessoal do prefeito. Secretarias inteiras teriam sido mobilizadas para atender à agenda de vaidades do gestor, priorizando gravações e conteúdos para redes sociais, como vídeos de TikTok, em detrimento do suporte político e institucional necessário ao funcionamento da base.
Além disso, o prefeito teria deixado claro, aos olhos da cidade, que não mantém compromisso nem mesmo com a própria palavra. A avaliação de lideranças políticas é de que acordos firmados foram desonrados e promessas feitas durante a campanha e ao longo da gestão não foram cumpridas. Na política, o descumprimento reiterado de compromissos é visto como um erro grave, pois compromete a credibilidade, enfraquece alianças e aprofunda o desgaste institucional.
O resultado, avaliam lideranças, é um esvaziamento das bases dos partidos aliados e dos mandatos parlamentares, que ficam sem respaldo para atender a população. Em um cenário de crescente distanciamento entre Executivo e Legislativo, o risco apontado é claro: sem diálogo e articulação, a governabilidade se fragiliza — e o preço político pode ser alto.
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