O vereador César Porto, presidente da Câmara Municipal, fez um pronunciamento firme cobrando respeito do Poder Executivo em nome dos eleitores dos vereadores que, segundo ele, têm sido sistematicamente ignorados pela atual gestão. Para o parlamentar, desconsiderar o pedido de um vereador é, na prática, ignorar a voz da população que o elegeu e que recorre à Câmara em busca de soluções para problemas concretos do dia a dia.
A ausência de diálogo, segundo César Porto, tornou-se a principal marca da gestão municipal. Embora a prefeitura divulgue obras e iniciativas, o vereador avalia que muitas delas têm forte apelo midiático e baixo impacto real na vida da população. “O que está sendo cobrado não é nada pessoal, mas sim respeito institucional e atendimento às demandas dos eleitores, que já começam a reclamar de forma cada vez mais intensa”, destacou.
Nas redes sociais, observa-se que, após o período do Carnaval, problemas crônicos da cidade voltaram a ser amplamente denunciados pela população. Questões ligadas à saúde, educação e infraestrutura urbana reaparecem com força, evidenciando falhas que, segundo críticos, não foram prioridade do prefeito. A gestão teria concentrado esforços em praças, festas e eventos, enquanto demandas básicas seguem sem solução.
Enquanto isso, a realidade enfrentada pela população é dura: ruas esburacadas, morros e encostas com risco de desabamento, dificuldades no acesso à saúde, falta de atendimento adequado, demora para a realização de exames como raio-x e ressonância, além da carência de tratamentos essenciais. Todas essas reclamações, de acordo com o presidente da Câmara, chegam diariamente ao Legislativo.
O problema, aponta César Porto, é que quando os vereadores procuram os secretários municipais para buscar respostas e encaminhamentos, frequentemente são ignorados ou recebem retorno apenas após longos períodos, que podem chegar a 30 dias. Para o presidente da Câmara, essa postura aprofunda o distanciamento entre Executivo e Legislativo e penaliza diretamente a população, que fica sem respostas e sem soluções para necessidades urgentes.
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