Preço dos alimentos dispara no início de 2026 e já consome mais de um terço do salário mínimo nas duas cidades
O começo de 2026 já trouxe uma notícia nada boa para quem vive do salário mínimo no sul da Bahia. O preço da cesta básica voltou a subir em Ilhéus e Itabuna, deixando o orçamento das famílias ainda mais apertado. Os dados são do levantamento feito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), por meio do Projeto de Acompanhamento do Custo da Cesta Básica.
Em Ilhéus, o aumento foi pesado. A cesta básica passou a custar R$ 553,41, uma alta de 6,85% em relação ao mês anterior. O reajuste foi muito maior que a inflação oficial do país, mostrando que, por aqui, a comida está ficando mais cara mais rápido do que o salário do trabalhador.
Em Itabuna, o valor da cesta chegou a R$ 577,25, com aumento de 0,79%. Mesmo com uma alta menor, Itabuna continua sendo a cidade mais cara da região para comprar os itens básicos da mesa do brasileiro.
A carne foi uma das grandes responsáveis por essa disparada nos preços. Em Ilhéus, o valor subiu de forma significativa. Já em Itabuna, o aumento também foi sentido, influenciado pela falta de animais para abate e pela procura maior no mercado. O tomate também pesou no bolso, principalmente por causa das chuvas e do calor excessivo, que prejudicaram a produção.
O levantamento mostra ainda um dado que assusta: em Ilhéus, o trabalhador precisou gastar cerca de 36,91% do salário mínimo líquido só para comprar a cesta básica. Em Itabuna, a situação é ainda pior, com aproximadamente 38,50% do salário comprometido apenas com alimentação básica.
Segundo a UESC, a tendência é que os preços continuem altos nos próximos meses, especialmente de produtos como carne, café e pão. O cenário acende um alerta e reforça a necessidade de ações que ajudem a proteger as famílias mais pobres, que sentem primeiro — e mais forte — o peso da alta dos alimentos.
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